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Em época de campanha eleitoral é fácil
identificar um partidarista político. Por exemplo: (1) O
individuo nunca me cumprimentou, mas no ano eleitoral, me
abraça, sorri, e dá tapinhas nas costas. (2) Durante quatro
anos sem eleições o individuo não sabe que eu existo, mas no
ano eleitoral, quer saber sobre a minha família e se estou
precisando de alguma coisa. (3) Fora do período eleitoral o
partidarista político nem passa no portão da minha casa, mas
no ano eleitoral quer tomar café comigo.
Não quero generalizar, mas em períodos de campanha política
é comum o esbanjamento de hipocrisia e falsidade.
Infelizmente o mesmo significado de partidarismo político,
pode instalar-se no coração de pessoas religiosas que
confundiram em algum momento o Evangelho de Jesus como o
Comitê Político de Jesus. Digo isto, por que as motivações,
comportamentos e afeições parecem serem as mesmas.
Quem nunca conheceu algum cristão que durante a semana é
briguento, difamador, ou agressivo dentro do seu convivo
social, mas que no domingo à tarde, apanha a Bíblia, e com
um bocado de folhetos evangelísticos sai falando de Jesus
pela vizinhança com um semblante angelical, voz serena e
olhar acolhedor?
Conheço histórias de pessoas que semanalmente tem acesso a
púlpitos de igrejas e com veemência anunciam Jesus, mas que
em suas casas batem em suas mães, ou mulheres, desonrando a
Deus e a sua Palavra.
É comum observarmos “cristãos” que não se interessam no
dia-a-dia por ouvir ou se relacionar com outras pessoas,
tornando-se incomunicáveis, inflexíveis, e insuportáveis.
Porém, quando têm uma oportunidade de falar de Jesus,
tornam-se amáveis, e interessadas, como se estivessem
querendo apenas o voto daquela pessoa para o seu líder
político. Infelizmente, para estes cristãos Jesus é apenas
um líder religioso e não o Deus encarnado, uma marca
poderosa e não a graça divina, um nome com prestigio e não o
único Nome pelo qual podemos ser salvos.
O significado do Evangelho nunca foi de agregar marqueteiros
ou partidaristas no comitê político de “JESUS”, mas segundo
as escrituras sagradas o Evangelho “é o poder de Deus para a
salvação de todo aquele que crer”. Estabelecendo assim, a
família de Deus – a Igreja.
De modo que, vida cristã não é o cumprimento periódico de um
serviço prestado a Deus, repleto de performances políticas,
ou comerciais que serão aplicadas com o objetivo de vender
um produto ou conquistar um eleitor, porém vida cristã,
antes de qualquer coisa, é viver a vida de Jesus e
testemunhar através de relacionamentos sadios a mensagem e o
significado do genuíno Evangelho.
Estou persuadido de que, precisamos nesta hora de mais
discípulos que transmitam o caráter de Cristo, e menos
partidaristas religiosos que objetivam agregar eleitores no
Comitê e partido de “Jesus”.
Samuel Torralbo,
pastor, escritor, formado em teologia pela Faculdade
Metodista de São Paulo, diretor do Instituto Teológico Petra,
e fundador do projeto em Defesa da Igreja, Co-Pastor na
Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Casa Verde Alta em
Mogi das Cruzes-SP. |