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Testemunhos

GUSTAVO ESTÁ MORTO!

 
   

Comunicamos o falecimento do nosso querido amigo Gustavo Reis (Gustavo Bruno Trinca Reis) que também era conhecido na infância e adolescência pelo apelido “Sagu”.

Segue a baixo uma carta deixada por ele, ao qual seu último desejo era de que a carta fosse compartilhada com todos os seus amigos, familiares e pessoas que um dia o conheceram.

Ola caros amigos, familiares e conhecidos, se estão lendo essa carta, é por que eu morri sim eu morri, mas não fiquem tristes por mim, por favor.

Queria compartilhar com vocês um pouco da minha história de vida:

Cresci numa família linda, cheia de pessoas maravilhosas, uma família que se pode dizer exemplar, estruturada, tinha tudo do bom e do melhor, estudei em um bom colégio católico, o São Francisco Xavier, era um bom menino, estudioso, alegre, morava em um bom bairro, o Ipiranga, num condomínio que podia se dizer de luxo, com quadra poli esportiva, piscina, sauna, era quase um parque de tão grande, eu tinha sempre o vídeo game do ano, minha casa tinha telão, agente vivia bem pra valer! Sempre pratiquei esportes, basquete, tênis, lutas, entre outros, nunca me faltou nada. Com quinze anos como era o filhinho mimado do papai, insisti tanto em ter uma moto que acabei ganhando uma, mesmo sendo contra a lei. Afinal, quem tem dinheiro está acima da lei nesse país, não é verdade? Infelizmente essa é a nossa cultura, a do “Jeitinho” para tudo!

Cresci achando que estava acima da lei, e que podia fazer o que quisesse, tinha milhares de amigos, era muito popular durante um período da minha infância e adolescência.

Isso me proporcionou muita facilidade em relacionar com a mulherada, todas que apareciam não deixava escapar. Lutava até por aquelas que eram consideradas mais difíceis, sempre dava um jeito para desfrutá-las.

 Então comecei a fazer promoção de uma matinê “baladinha” para menores de idade, como era conhecida naquela época, de uma casa chamada Krypton.

Daí em diante,  minha popularidade aumentou ainda mais, afinal, quem quisesse entrar lá tinha que pegar o convite comigo. E quem não ia querer naquela época? Se sentir como “gente grande”,  “importante”, “especial?”

Já imaginaram, com 16 anos, moto, promoter de matinê, boy pra caramba, morando num condomínio de luxo, era atleta, ganhava vários campeonatos, mulherengo por natureza. Quem poderia me segurar? Praticamente eu era “o cara”, como se diz hoje em dia por ai!

Cada dia que passava, eu queria mais e mais, ser aquele bem sucedido “cara”.

Não sei bem explicar o porquê, e nem como aconteceu. Só sei que aos poucos aquela família exemplar, aquele lar maravilhoso que eu vivia, não era mais o mesmo.  Meu pai, sempre ausente, em viagens e mais viagens para o exterior, e sempre “bitolado” no trabalho. Afinal, manter aquele padrão de vida não era para qualquer um.

Minha mãe cada dia mais incompreensiva, super possessiva, aparentando o pânico do medo, medrosa de tudo, de assalto, de chuvas fortes, tudo era problema, tudo era perigoso.

Então começamos a experimentar as brigas familiares, discussões, desentendimentos.

Para falar a verdade não culpo ninguém, porque a culpa é de todos nós que fomos descuidando uns dos outros aos poucos, sendo levados pelo engano do inimigo através dessa sociedade hipócrita. Afinal, vivemos para ser o que os outros querem que sejamos, e não o que realmente queremos ser. Não é verdade?

Bom, só sei que comecei a brigar com todos os meus amigos do colégio; passei de popular para o chato da turma. Não aceitava as brincadeiras dos outros, só eu podia fazer piada. Mas quando era contrariado e motivo de chacota, queria partir para a briga, e o pior é que eu era pequeno e sempre levava a pior.

Foi ai então que eu conheci o mundo das drogas. Sentia necessidade de conhecer novos caminhos e de conseqüência uma nova turma, enfim, precisava voltar a ser “o cara”, não é verdade?

Comecei pelo álcool! Nossa o álcool?  É o álcool é droga, o fato de ser liberado, não tira dele seus efeitos ruins, vicia como as outras drogas e nos deixa fora de si.

Eu pensava: Vamos “zuar, aloprar, ganhar o mundo"! Se você está bêbado, pode fazer o que quiser não é mesmo? Bêbados, somos realmente “os caras”.

Mas eu queria ser aceito, queria ser invencível, queria ser Deus! Nossa Gustavo queria ser Deus? Lá no fundo todos nós queremos ser Deus fazer o que quiser na hora que quiser e ter tudo o que quiser. Ser indestrutível, ser adorado.

Então entrei para uma gangue de pichadores da favela de Heliópolis em São Paulo onde saia de madrugada bem louco de maconha para pichar. Nosso destino era o centro da cidade às três horas da manhã.  Frequentamos a boca do lixo praticamente. Então ganhei uma arma de um amigo do bairro, saia armado por ai, vendia maconha, roubava algumas coisas que me interessavam e cheguei até a atirar por ai em algumas brigas de rua.

Vários amigos meus que fizeram parte da minha infância foram presos, outros até morreram nessa onda de ser da “vida louca”. Quantas pessoas infelizmente influenciei para o mau caminho naquele tempo. Até meu primo acabou indo na minha onda, uma pessoa que eu amo tanto, um irmão para mim. Hoje vejo como fui irresponsável.

Quando percebi já estava com 18 anos, fumava maconha, surfava, tinha carro do ano, fingia que fazia faculdade, era dono de danceteria. Primeiro fui dono da Strabe, uma “baladinha” na Vila Olímpia em São Paulo, o bairro mais popular para se ter uma balada naquela época, e ainda era DJ e tocava em outras baladas, como: The One, Cheers, Vivo, Klass, Quest (Campos do Jordão), Vinyl, Cabaret, Club A, Café Del Mar (Florianópolis /Garopaba). Toquei até ao vivo na Rádio Metropolitana pelo link ao vivo da Piruinha Uauuuuuuu, esse é “o cara” hein!

Quanta falta de sabedoria, amor próprio e amor pelos outros.

Ser amigo de gente famosa?

Por falar em gente famosa, eu queria ser famoso também né, afinal eu queria ser “o cara”, foi então que convidei o primo de um amigo chamado Raoni Carneiro, que estava começando a ficar famoso naquela época, para ser meu sócio na segunda casa noturna que eu ia abrir, a Bambôo – Music e Lounge. Pronto, virei amigo de celebridades, na verdade eu achava isso né, afinal pessoas como Sabrina Sato, Erick Marmo, Paulinho Vilhena, Fernanda Paes Leme, Serjo Marone, Thiago Fragoso, frequentavam as minhas baladas.

Quanta ingenuidade a minha, vivia num mundo de aparências.

Cada ano que se passava eu virava uma pessoa mais interesseira, arrogante, prepotente, promiscua, suja, tudo isso sem eu perceber que estava me tornando essa pessoa, e mais e mais drogas usava, cocaína, lança perfume, e consumia uma garrafa de vodca por balada.

Fiquei insaciável, não consegui manter relação sexual com uma única mulher. Então relacionava com duas ou três na noite. Como prova de total desiquilíbrio, comecei a me relacionar com duas mulheres ao mesmo tempo. Depois minha meta passou a ser as mães de amigas e amigas de minha mãe, o que para mim era normal. Algumas vezes, até relações homossexuais acontecia de tão drogado e bêbado, mesmo tendo a convicção de que não gostava de homens, eu pensava: não importa quem está te proporcionando prazer, a sensação não é a mesma? Tinha coleções de filmes de sexo.

A que ponto eu cheguei? No lixo do lixo, na lama da lama, no buraco mais profundo, sujo e podre do comportamento humano.

Depois de um certo tempo, comecei a me relacionar com uma moça que estava grávida de alguns meses, e  o pior, ela era drogada, consumia cocaína mesmo naquele estado. Então entrava nos pontos de drogas às três horas da manhã para comprar cocaína para ela em troca de satisfazer meus desejos sexuais. Veja a que ponto cheguei, sem noção do perigo daquele lugar.Que nojento, desprezível, imoral e irresponsável.

Numa dessas aventuras, fui parado pela polícia, estava tão drogado que acabei capotando o carro. Não morri por que Deus tinha um propósito na minha vida.

Viajei bastante com a minha balada, a Bambôo – Music & Lounge por várias cidades do Brasil, Ilhabela, Maresias, Campos do Jordão, Florianópolis, entre outras.

Vivia uma vida de fachada, perversidade e promiscuidade.

Hoje a inversão de valores é muito grande. Para você ver como a sociedade é hipócrita, ser “o cara” não é mais ser bom moço, trabalhador, ter bom caráter, dignidade, um coração bom, ter humildade, ser como Jesus é. 

Decidi então que ser quem eu era já não bastava mais, eu precisava de mais, eu precisava ser reconhecido nacionalmente, e quem sabe até internacionalmente.

Ainda bem que não cheguei nesse ponto, se não seria como a Amy Winehouse.

Comecei então uma corrida em busca da fama.

Fui contratado como colunista de uma revista, depois locutor na radio Jovem Pan de São Sebastião, apresentava um programa na TV Guarujá chamado Day & Night, que mostrava os bastidores das baladas. E finalmente fui apresentador de um programa na RedeTV! Litoral, chamado “Praia Show”. 

Estava indo bem, já tinha conseguido atingir uma abrangência regional, todo o litoral e cidades adjacentes.

E, ao mesmo tempo, que buscava uma projeção nacional e até quem sabe internacional, afinal de contas tinha conquistado tudo o que queria até então, provando que era capaz. Do jeito que as coisas andavam quem sabe poderia entrar naquele tapete vermelho em Hollywood.

Porém, quanto mais progredia, mais no buraco me colocava, mais depressivo, mais drogas consumia. A ponto de ser diagnosticado com transtorno bipolar, sabe o que é isso? Um dia você é o super homem, super animado e consegue fazer o que quiser, e no dia seguinte, você é um louco depressivo que não consegue sair de dentro do seu quarto. Mesmo quando não usava drogas temporariamente, continuava naquele buraco escuro, sujo e depressivo como um fantoche nas mãos de satanás e seus demônios.

Quero dizer que o mundo espiritual existe. Sejam bem vindos a ele. Estava me esquecendo, vocês já vivem nele e não sabem disso, e todo dia há uma luta sendo travada entre o céu e o inferno pelas nossas vidas.

Mesmo que você não tenha chegado ao fundo do poço como cheguei, ou tenha feito tantas barbaridades e tantas sujeiras, isso não significa que não estão tentando a cada dia te levar para o inferno! E o pior é que o inferno não é aqui. Imagina então como não será o inferno? Quanta maldade não existe lá, quanta sujeira, e se você for para lá passará o resto da sua eternidade sofrendo, sendo tocado, violado, estuprado, torturado e vai lá saber mais o que esses demônios, que era o que eu estava me tornando, um demônio, poderão fazer com você!

Estava então, para ser sócio da mais nova danceteria do Guarujá, uma balada para milionários e simpatizantes, dentro do Hotel Jequitimar (hotel do Silvio Santos) que deveria se chamar Taboo. Estava com programa de televisão, morava na praia, o que mais poderia desejar, além é claro, da fama internacional que tanto almejava? Não podia querer mais nada, estava rumo ao estrelato, aos olhos dos outros, e ao mesmo tempo no fundo do poço, aos meus olhos.

Havia passado por psicólogos, psiquiatras, mães de santo, e tudo o mais que você possa imaginar para tentar sair daquela depressão profunda, e foi ai, nesse ponto, que estava prestes a acontecer o inevitável, o meu falecimento, sim o meu falecimento. Foi nesse exato momento da minha vida que tive um encontro com o único que é o caminho, a verdade e a vida, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Leão da Tribo de Judá, o grande Eu Sou, ele é Jesus Cristo de Nazaré.

Daquele dia em diante eu morri para mim mesmo, morri para minhas vontades, morri para esse mundo, peguei a minha cruz, e comecei a seguir ele, a seguir Jesus Cristo de Nazaré, ao qual estou seguindo até hoje carregando minha cruz, dizendo não ao pecado, ao que desagrada a Deus, dizendo não para mim mesmo e dizendo não para o mundo ilusório que está a minha volta. Por que eu sou filho de Deus e não pertenço a esse mundo, eu sou do reino do céus, sou sacerdócio santo, príncipe de Deus, e não preciso conquistar mais nada nesse mundo, por que terei a vida eterna ao lado de Deus.

E se você também quer ser um filho de Deus, assegurar a vida eterna, sair do inferno ao qual você se encontra e não passar o resto da eternidade no inferno, busque a Deus com todas as suas forças.

É mais simples do que você pensa, basta apenas você repetir com sinceridade esta oração:

Jesus, eu te aceito como único criador e salvador da minha vida, me perdoe por todos os meus pecados, me purifica e escreve o meu nome no livro da vida, me batiza com seu Espírito Santo e me ensina a caminhar em santidade junto com o Senhor, o resto da minha vida nesta terra. Em nome de Jesus Cristo. Amém!

Fique na paz!

Abração,

Gustavo Bruno Trinca Reis.

Contatos para testemunhos: 13-7811-9627 aplanejamento@gmail.com www.gloriahguaruja.com.br  

 


 
 
 
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